Meus caros, eu demorei para escrever isso, mas vamos lá...


Essa cidade foi fundada pela minha familia a alguns séculos atrás. Na verdade depois de anos que saimos da Bretanha Menor a caminho da França, nós podemos voltar e hoje ela é um vilarejo francês em plena Bretanha.
Só por que eu sempre achei a idéia da Escócia existir e estar lá uma das coisas mais legais do mundo. A história daquele pessoal, as tradições e esses castelos que as vezes surgem do nada no meio de campos esquecidos.
O Orkut me diverte.
Pq?
Primeiro você entra lá e ta todo mundo sorrindo.
99% das fotos tem alguém sorrindo e dessas quase 50 % estão sorrindo alucinados.
Aí o que você supõe?
Alternativa (A) Tem alguma coisa muito engraçada que todo mundo ta sabendo... menos eu.
Alternativa (B) O Orkut conta piada... mas o meu ta dando erro desde que eu abri a conta e não aparece nada.
Alternativa (C) Ta geral de sacanagem com a minha cara. Lembra no colégio, quando ficava um grupinho fingindo que tinha um segredo só pra ficar um monte de babacas perguntando o que era?
Alternativa (D) Ta todo mundo muito doido
Alternativa (E) Essa pra mim é a mais provável. A vida de todo mundo é igual a sua. Tem dias chatos, trabalho pra entregar, estudos pra decorar e etc. Mas eles querem passar a impressão de que a vida deles é uma festa, que eles são “OS CARAS” e aí colocam aquelas fotos.
Eu sei disso, eu também faço isso.
Aí depois você vê aquelas atualizações dos contatos.
Você pode tirar aquilo, mas ninguém resiste a dar uma espiadinha. É o Big Brother dos conhecidos. Por um lado você não vê tudo o que gostaria, mas pelo outro você sabe que existem pessoas de verdade ali.
Aí aparece....”fulano de tal atualizou quem sou eu”.
O cara deve ser uma pessoa fascinante de se conhecer. Afinal de contas ele já sabe quem ele é. Você imagina o infeliz fazendo peregrinação a Meca, ao Tibét, a Santiago de Compostela ou ao raio que o parta pra descobrir quem ele é. E como se isso não bastasse, ele ainda atualizou quem ele é. Esse daí deve jogar purrinha com Dalai Lama toda quinta feira.
Aí você vai ver o perfil dele e ele colocou um texto que roda na internet a anos ou então uma música. ELE É UMA MÚSICA???????? COMO ASSIM?????????
E o pior é que na maioria das vezes é uma música ruim de algum grupo de pagode ou de punk rock que apareceu na última semana. Tem também aqueles que querem mostrar que ouvem rock nacional mais das antigas e colocam uma música do Nando Reis.
QUEM DIABOS É UMA MÚSICA DO NANDO REIS???????????????????????
O cara tem que viver chapado, já que grande parte das músicas atuais do Nando Reis se constituem em Mantras ou em ficar repetindo lá lá lá lá lááááááá, lá rá lá lá lá.
Aí eu (com minha mente O Fantástico Mundo de Bobby) já fico imaginando o cara que nem o George Harrison em Yellow Submarine, correndo por um campo pscicodélico, de terno roxo e com as mãos pro alto.
Bom, aí pra finalizar tem aquele Buddy Poke (nomezinho cretino) que além de tomar todo o espaço das atualizações dos seus contatos (um inimigo declarado de fofoqueiros e afins) ainda consiste numa nova ferramenta de falsa popularidade.
Alguém já “pokeou” com você hoje? Senão você deve estar se perguntando o que fez de errado né? Será que sua criatura Mecha bateu muito forte em fulando ontem? Ou será que você foi muito saidinho fazendo cócegas em beltrana anteontem (percebendo tarde d+ que as cócegas daquele boneco dão a imaginar outra coisa bem diferente).
O meu Buddy Poke ta meditando a uns três dias. Isso por que eu gosto de dar aquela de não estar nem aí pra esses modismos.
Mas uma parte de mim ainda se pergunta...pq ninguém anda “pokeando” comigo?

Bom, eu ando tentando voltar a escrever, mas como vocês devem andar percebendo a minha intimidade com a pena ou como eu gostaria que ainda fosse, com a Olivetti, não anda muito boa, então vamos lá.
Estava eu agora, fazendo o meu café da manhã (dois ovos com gema mole, um peito de frango frito, um brioche amanteigado e um copo de leite gelado com chocolate) quando fiquei pensando em personagens, que poderiam me incentivar a voltar a escrever.
Um dos que mais me anima é o típico pacato cidadão. Eu conheço alguns, você deve conhecer um ou dois e eu devo confessar que esse personagem me fascina.
Veja bem. Uma das coisas que mais me fascinam no mundo são aquelas moças. Verdadeiros fetiches, com pernas roliças, cabelos negros de preferência (não que eu esteja desdenhando loiras e ruivas, longe de mim), olhares de corça e sorrisos de esfinge que pelo simples ato de cruzarem nossos caminhos em uma determinada rua, já nos salva o dia. Faz surgir sorrisos até no mais árido e impassível rosto carrancudo.
Mas toda essa beleza já faz fluir uma arte por si só. A arte está ali, pronta, você não interpreta, não meu amigo, você no máximo fantasia em cima daquilo que Deus já nos entregou de mão beijada. Já o nosso amigo o homem pacato, ele tem uma arte toda sua, toda própria.
Ele não possui beleza alguma, você sabe disso, ele no máximo possui um aflorado senso de camaradagem, de fraternidade ou em alguns casos até mesmo de auto identificação por parte de quem o vê.
Ele é aquele sujeito calvo, cabelos grisalhos ou brancos rareando, ombros quase sempre curvos. Óculos pendurados na ponta do nariz, como se estivesse sempre pronto para ler a próxima bula de remédio que fosse posta diante de si, tem sempre um sorriso no rosto, embora seja um sorriso meio de lado, quase que se desculpando por sorrir.
Muitas vezes é visto caminhando por aí, ou passeando de bicicleta com o pão debaixo do braço ou o jornal do dia.
Vinicius de Moraes fala de um, que no auge de sua solidão tirou a própria vida. Ele era Um Homem Chamado Alfredo.
Já Nelson Rodrigues falou de vários, pacatos em seus atos e completamente promíscuos em seus pensamentos. Devorando com os olhos as ditas “ninfetas” que passavam de curtas saias, com suas pernas douradas de quem vive pelas praias, coloridas pelo Sol.
Esses homens que em algum momento se recolhiam a suas casas, afundados no sofá, mirando com os olhos fora de foco uma TV sem atrativos ao lado de uma esposa que, muitas vezes, nem lhes percebe mais a presença. São quase como se fosse parte da mobilha.
São esses homens que muitas vezes me fascinam. O mundo, ou os mundos que existem em suas mentes que se negam a ser anestesiadas pelo torpor cotidiano e por isso se esquecem de seus corpos e viajam para longe embalados em suas mentes.
É justamente sobre esses homens que um dia espero ter a sorte e a capacidade de escrever.
quanto a todo o resto vocês vão encontrar em algum lugar por aqui.
Bom, eu e Don Pedro II aí em cima (eu sou o de branco lá atrás) estamos vindo aqui pra pedir a todos aqueles que passam por aqui simplesmente atenção.
Pala rua caminhariam todos os meus amigos, os novos amigos, os antigos, aqueles que a vida levou pra longe ou aqueles que simplesmente deixaram a vida, aqueles familiares que se tornaram meus amigos e aqueles amigos que se tornaram quase familiares. Entre eles passeariam meus cães, todos aqueles que estiveram comigo durante minha vida, saudáveis felizes e inabaláveis em sua paz.
Olá meus caros, estou de volta.
Hoje resolvi começar uma nova seção aqui, será uma espécie de TOP 10 que faz com que eu me revolte com o mercado de Home Vídeo nacional. Acho que a expressão Home Vídeo só servia pra época em que trabalhávamos com fitas de vídeo, mas mesmo assim vamos usá-la, pq afinal de contas eu gosto dela.
O que temos aqui é uma lista dos 10 DVD’S que eu gostaria de ver lançados do Brasil e até hoje nem deram sinal de vida.
Com vocês...
TOP 10 Dos Filmes Esquecidos em Território Tupiniquim
Nº 1 Rush - Uma Viagem ao Inferno

O filme conta a historia de dois policiais (Jason Patrick e Jennifer Jason Leigh) que se infiltram no submundo das drogas para investigar um caso, mas acabam por se envolver demais e se tornam dependentes químicos. Típico caso do trabalho que acaba consumindo a vida daqueles que o exercem.
O filme ainda conta com a trilha sonora, mais do que perfeita do Papa da guitarra e violão Eric Clapton com a música Tears in Heaven, vencedora do 6 Grammys e o prêmio MTV Movie Awards de melhor trilha sonora.
Nome Original: Rush
Ano de Produção: 1992
Diretor: Lili Fini Zanuck
Elenco: Jason Patric, Jennifer Jason Leigh, Sam Elliott, Max Perlich, Gregg Allman, See more
Duração: 120 Minutos
Distribuidora: MGM