sábado, 26 de março de 2016

Leo Vs PT Vs PSDB Vs PQP

Meus caros, eu demorei para escrever isso, mas vamos lá...

Temos que começar a refletir nossa situação política e mental nesse momento do país.

Eu tenho visto pessoas defendendo fervorosamente o impeachment da Dilma como se fosse a solução para todos os nossos problemas. Desculpem, não é, vocês estão errados...

A propósito, quem defende a permanência dela no governo ao meu ver também está errado, ok? ;)

 Não, eu não estou em cima do muro, conheço bem a minha posição.


Aos pró impeachment: Gente, pelo amor de Deus, só no mês de março CINCO mães foram agredidas em São Paulo pela cor da roupa de seus filhos (que era vermelha), fora aquela pediatra que não quis atender um bebê doente, pois a mãe era petista (doença agora tem partido). Sem falar do cachorrinho que usava um lenço da cor errada e por isso foi agredido (um cachorro não sabe nem o que aquele pedaço de pano tá fazendo no pescoço dele).  Teve o caso de uma menina e o namorado que tiveram que ser escoltados pra fora da Paulista por ela usar uma bicicleta vermelha e a última notícia do tipo é que o próprio arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer foi agredido por ter se manifestado contra o impeachment. Tipo, um homem idoso, sacerdote e com diversas atuações em atividades de caridade tem que ser agredido enquanto trabalha pela acusação gravíssima de não ter uma opinião igual a de vocês???



Gente, a culpa dessa situação não é do PT, não é do PSDB, nem da PQP. É nossa e apenas nossa, o meu medo se a Dilma sair são vários. Vamos lá...

1 – Acharem que já que a grande vilã da Disney que corrompia o reino encantado foi destruída, tudo vai ficar bem e poderemos voltar a dormir em berço esplendido enquanto a corrupção volta a comer solta.

2 – As pessoas verem que tudo não melhorou magicamente com a saída dela e iniciarmos um nível de pessimismo generalizado tão grande que vai nos fazer cair na nossa própria versão da Grande Depressão.

3 – Essas pessoas que estão agredindo os outros nas ruas verem que as ações delas tiveram o resultado esperado e acharem que a perseguição e agressão de completos desconhecidos em praça pública com a justificativa de pensarem ou se vestirem de determinada maneira que não é a sua é a saída para tudo.

4 – E por último subir ao poder alguém tão extremista quanto esse povo que anda por aí que vamos cair em uma situação bem mais triste que estamos.
Agora vamos lá... AS FORÇAS ARMADAS NÃO VÂO SUBIR AO PODER. Toda semana surge esse boato e toda semana os dirigentes das forças armadas tem que vir a público dizendo que isso não vai acontecer. Ponto, acabou, regime militar passou e todo mundo viu que não deu certo, se tivesse dado ele estava aí até hoje e todo mundo estava feliz com eles.

A CULPA É DA INTERNET: E de vocês também. Antigamente para se adquirir conhecimento você tinha que ler um livro, saber do assunto a fundo mesmo, então uma pessoa que tinha muito conhecimento tinha lido muitos livros e sabia das coisas. Hoje as pessoas leem conhecimentos condensados, opiniões prontas e as adotam ou não para si, sem ler as fontes, sem ver o outro lado da moeda e todos se acham cientistas políticos por terem lido artigos de verdadeiros cientistas políticos, porém sem terem se dado ao trabalho nem mesmo de abrir um livro de história escolar.

Temos que ter a humildade de saber que todos estamos aqui tentando para ver se dá certo, não somos donos da verdade. Nós precisamos do cara que defende a Dilma, precisamos do cara que defende o Aécio e até do cara que defende o Bolsonaro (sim até desse precisamos, pasme :P ) Pois só com todas essas figuras juntas podemos ter o debate que vai nos levar a algum lugar (debate, vejam bem. Não aquela discussão onde dois lados berram pra provar que tem mais razão que o outro).

Agora em relação a corrupção atual, os fatos são os seguintes: Nunca se investigou tanto como se investiga hoje, sejam casos nesse governo ou nos governos anteriores e apesar de termos essas brigas homéricas de poder, nunca se teve tanta liberdade para se investigar como tem hoje.

A ironia da situação é que se o Lula for preso, ele vai ser o primeiro líder brasileiro atrás das grades e ele foi um dos principais responsáveis pelo Brasil se tornar um país onde isso é possível (vocês gostando ou não de admitir).

Quanto a Dilma, eu acho que deveria se criar uma nova situação pra ela (e essa parte é apenas a minha opinião, podem tacar pedra a vontade). Impeachment acho que não é o caminho, ela não foi mais desonesta do que todos os outros governantes que nós tivemos. Ao meu ver ela só teve menos competência e espirito de liderança do que eles. Então alguém tinha que simplesmente chamar ela numa salinha e falar...

“Dona Dilma, o negócio é o seguinte. A senhora foi contratada para exercer um cargo de liderança administrativa e não tá se saindo lá muito bem. O bicho tá pegando, você não mantém os seus em rédea curta, não sabe falar grosso quando precisa e a coisa tá virando uma bagunça. Tem loja fechando, comerciante desesperado, povo fazendo bagunça na rua e político querendo puxar seu tapete. Você transformou isso aqui em Game of Thrones. Obrigado pelo seu esforço e tempo gasto, passe no departamento pessoal que a moça de lá vai fazer as suas continhas. Foi um prazer trabalhar com sua pessoa. ”

E quando ela sair pela porta o oficial encarregado senta e chora até descobrir onde vai encontrar alguém pra por no lugar...

sábado, 31 de maio de 2014

A vida é muito estranha, a vida é um susto, um soluço
De repente você se pega olhando pela janela em um dia qualquer
Percebe que seu coração jaz em pedaços
Alguns pedaços se foram pra muito longe
Alguns pedaços deixaram esse mundo
Outros fomos nós que deixamos pelo caminho
Por mágoa, pela promessa de coisas maiores ou por simples descuido
Outros param de ligar, param de nos procurar, param de esperar que um dia tenhamos tempo para eles
Os telefonemas param, as mensagens no meio da noite cessam
Os momentos findam
Não há mais troca de olhares, de mãos, de sorrisos ou de histórias
Apenas mais um cordão umbilical que se rompe
Outros cruzam com você pela rua as vezes, depois de anos
E nem sequer um olhar, um ato de reconhecimento daquilo que foi tão próximo
Esses são os pedaços que se tornam lascas
Lascas com pontas afiadas que ferem o resto de coração que ficou
Algumas dessas lascas nós deixamos espalhadas por aí
Não tentamos colar com medo da dor que nos trará
Simplesmente passamos a caminhar pelo mundo com um pedaço a menos
Alguns pedaços nem doem mais, são quase dormentes
Até que uma foto encontrada, uma perfume parecido ou o som de uma risada os trazem de volta
Ficamos em meio ao tempo pensando onde foram parar esses pedaços
O que estão fazendo?
Como vivem?
Com que outros pedaços, de outros corações não resolveram se juntar a fim de consertar as lascas perdidas do seu também.
Nos perdemos em passos, em ruas, em pensamentos
Nos perdemos entre o pó dos dias
Imaginando apenas aquilo que poderíamos ser, que poderíamos ter sido e tido
A sinceridade que deveria ter sido nossa
As possibilidades, as portas que deixamos de abrir
Para que nosso coração pudesse ver o Sol  desses dias e virassem as costas para tantos outros dias
Que das cinzas destas lacas de coração vieram a surgir.

domingo, 28 de abril de 2013

Iron Man 3


Tinha que compartilhar isso. Gostei muito do poster ao lado que se inspirou na foto já icônica da irmã do Ayrton Senna com o capacete dele após sua morte. Não era fan do cara, mas achei a sacada muito boa.

O filme por outro lado me decepcionou. Não achei ruim, não tem como eu achar ruim um filme da Marvel, mas eu achei ele em toda expressão da palavra "SEM CULHÕES". Ele é um filme sem culhões e pronto. Não tom culhões pra matar as pessoas na hora certa, não tem culhões pra levar o Mandarim pro cinema (Não vou falar pq pra não entregar o filme, mas foi uma das minhas maiores decepções no cinema em anos) e não tem culhões pra dar um próximo passo na história do herói, como todos os outros filmes fizeram.

Me lembrou muito a trilogia do Homem Aranha do Sam Raimi que começou muito bem, teve uma segunda parte com um patamar elevado e no final fez uma lambança que pelamordedeus ninguem merece.

Esse não faz uma lambança tão grande quanto o Homem Aranha 3, ainda mantem o nível bom, mas se perde muitas vezes pelo caminho, faz piadas nas horas erradas, exagera nas "surpresas". Tipo, criar uma situação, o espectador fica surpreso e depois entende pq aquilo aconteceu e mais na frente repete a piada, duas, três vezes, só pra mostrar que sabe contar a piada.

As armaduras não foram mostradas o suficiente. É falado que o Tony Stark tem trabalhado massivamente criando novas armaduras o tempo todo, mas não mostra essas armaduras especificamente, não mostra suas diferenças ou utilidades, nada disso.


Os momentos realmente bons do filme ficam por conta de Robert Downey Jr. que tem o talento pra não deixar a bola cair em nenhum momento em que ele está na tela, de Guy Pearce que está muito bom no filme e de Marc Ruffalo que apesar de aparecer pouco, me arrancou algumas risadas (vejam os créditos até o final).

No balanço geral, Homem de Ferro 3 é um filme divertido, não acrescenta nada a saga da Marvel nos cinemas, entra em alguns conflitos com o inicio da história, lá na primeira aventura do herói, quando ele tem aquele breve contato com a irmandade dos 10 anéis e não mostra as verdadeiras referências do herói.

Homem de Ferro 3 pode agradar como filme de ação, mas pra quem cresceu lendo histórias em quadrinhos, acompanhou passo a passo a Marvel nos cinemas, juntando cada pecinha do quebra cabeças a cada filme exibido, o filme se mostrou um pouco decepcionante. Que Thor 2 como próximo filme da Marvel nos cinemas tire esse gosto de biscoitinho da sorte da boca.

Pois como diz o próprio Mandarim no filme. Biscoitos da sorte são claramente uma invenção americana. Não tem gosto de nada, tem uma bobagem qualquer escrita dentro e ainda deixa um gosto amargo na boca.


sábado, 26 de maio de 2012

Eles morreram
Estão todos mortos
Meu país ruiu
Meus amores
Meus amigos
Todos se foram
Levaram minha fé consigo, meu coração
Tudo que nós fomos desapareceu
Tudo que nós amamos e o que nos fez sorrir desaparecerá
Pois quando eu deixar este mundo, não haverá mais ninguem que se lembre
Mais ninguem que chore por nossa ausência
Que pranteie pelo vácuo que deixamos no coração dos homens
Que proclame em recordações os nossos dias de glória.

Caminho pelos meu corredores e vejo estranhos
Vejo os filhos dos homens menores se banqueteando em nossas mesas
Cuspindo em nosso chão e em nossa memória
Rindo-se de nossa dor

Eles traem, mentem, roubam, são infiéis uns aos outros
Eles zombam de nossa finada honra
Usam palavras rudes, vozes vis, atos mesquinhos

A pérfida é sua pátria mãe
A injúria sua língua nativa
Atos mesquinhos seu modus operanti

Me pergunto pelo fim dos dias negros
Me recordo das manhãs de Sol
Lamento por um tempo onde as sombras eram apenas sombras
Sem forma, sem poder, sem voz
Um tempo em que elas não haviam dominado o mundo em que nasci
Um tempo em que a honra, a fraternidade e a alegria eram senhoras de tudo

everybody lies... and everybody's leaving


Essa semana, para quem acompanha o pela tv americana, o seriado House m.d. teve o seu último episódio apresentado. Foi o final de oito anos de uma das séries mais lucrativas, inteligentes e bem feitas da tv.
Comecei a ver House, bem no inicio. Na época trabalhava na locadora da minha família e a impressão que eu tenho é que o mundo inteiro era bem diferente do que é hoje. Pelo menos no que diz respeito a minha pessoa. Foram oito anos bem significativos em minha vida particular e o bom Dr. sempre esteve lá, toda segunda feira desvendando novos casos e diagnósticos.
Enquanto eu estava as voltas com problemas em casa a oito anos atrás, House tinha problemas com um novo chefe no hospital, quando eu arranjei meu primeiro emprego fora da família, o dr. teve problemas com um policial encrenqueiro que o perseguia, consequência de uma das muitas peças aplicadas por ele, e assim por diante…
Com o passar dos anos aprendemos a torcer por ele, a sorrir com as peças pregadas, a torcer por cada vitória dele e a nos preocupar cada vez que ele parecia que voltaria a depender da bengala durante algum período de melhora.

Nos tornamos amigos do Wilson (a versão House do dr. Watson). Lembro que a única vez que chorei vendo um seriado foi com a morte de Amber, a namorada do Wilson e rival de House, em House’s Head e Wilson’s Hart. E fiquei chocado e incrédulo com a noticia do câncer terminal do oncologista.
Conforme a série ia evoluindo muitos de nós se apaixonaram pela Cameron, para depois sentir com sua saída e sermos consolados com a chegada da 13, que acabou roubando o coração de todos, para mais tarde colocar o pé na estrada também.

Nesse período acompanhamos House aprontar todas, ir parar em uma clinica de reabilitação, no hospício, na cadeia, perder a ex esposa pela segunda vez, finalmente perceber que amor e implicância caminham lado a lado e conseguir ser feliz ao lado de sua chefe, a dra. Lisa Cuddy. Mas como a felicidade de nosso herói sempre dura pouco, ela acabou partindo também, deixando para trás House, o Hospital e a esperança de um final feliz para ele.
A verdade é que o dr Gregory House teve seus bons momentos, seus maus momentos, a série teve seus pontos altos, seus pontos nem tão bons assim, mas conseguiu conquistar um lugar no coração de milhares que sentirão profundamente sua falta.
Um último conselho. Quem puder, baixe e assista o especial de encerramento do seriado chamado House S08 special Swan Song. Vale muito a pena para qualquer um que se afeiçoou aos personagens no decorrer da série.
Hasta la vista bon dotor.

domingo, 20 de maio de 2012

Os 3


Esse fim de semana vi o filme Os 3 e vamos lá…
Os 3 é um filme nacional, acredito que despretensioso, que brinca um pouco com quem somos dentro de quatro paredes e até quanto estamos dispostos a vender a nossa privacidade e por fim, quando isso deixa de ser uma venda de nossa privacidade e passa a ser uma venda de nossos valores.
Ele conta a história de três amigos que se conhecem em uma festa de inicio de período faculdade , se tornam colegas de apartamento e por fim fazem um juramento de não se envolverem entre si para não estragar a amizade. O que, é claro, não dá certo.
Como se isso não fosse o suficiente, eles recebem a proposta um tanto quanto indecente de transformar o seu dia a dia, a sua vida cotidiana, em um reality show com fins lucrativos, onde desde a imagem deles até todo tipo de brinquedo doméstico e produto de primeira linha que eles recebem está a venda.
O filme ainda conta com a atuação da linda protagonista Juliana Schalch que oscila entre momentos de uma sedução um tanto quanto debochada e momentos de uma atuação sentimental extremamente doce, o que faz com que ela comece como um norte um tanto quanto liberal para o grupo, se torne a cabeça da situação e mais tarde o coração. Fazendo com que os outros dois protagonistas passem grande parte do filme sendo a reação as ações da estrela da trama. Nada diferente de um triângulo social e amoroso rela que tem uma mulher como catalizador.
Infelizmente eu não havia conseguido assistir esse filme antes, sabem como é. Às vezes eu me sinto como se morasse no interior do Brasil e não no Rio de Janeiro capital, pois nós temos uma imensidão de cinemas passando os filmes com maior apelo popular e menos de vinte salas em toda a cidade pra dar atenção a todos os outros filmes. Então chega um momento que ou nós garimpamos uma sala para ver aquele tão aguardado filme ou esperamos a chegada dele em dvd, isso quando não precisamos apelar para a boa  e velha internet quando nem em dvd encontramos o que procuramos.
Mas vamos lá, se você, amigo ou amiga, não se importa de ver um filme bem sacado com alguns beijos entre pessoas do mesmo sexo ou alguns baseados acesos hora aqui, hora acolá, Os 3 é uma boa pedida de filme nacional que não aposta no talento de estrelas globais do momento para conseguir público e sim em um bom argumento e uma narrativa leve e agradável.
Bom filme para vocês ;)

domingo, 6 de maio de 2012

E Finalmente Os VINGADORES


Bom… a essa hora grande parte de vocês já devem ter visto o filme dos Vingadores e já sabem quase tudo o que tem para se saber. Então vou tentar tornar esse texto minimamente interessante para quem já viu o filme e para quem ainda não viu também.
Em primeiro lugar, algo que vocês não sabem sobre o filme… O cara que está escrevendo sobre ele aqui é novo no blog. Me chamo Leonardo Pontual, escrevo sobre cinema em alguns blogs a uns dez anos, mas tenho andado meio afastado até agora, quando me fizeram o convite para fazer parte desse blog e decidi tirar o pó da minha capa e minhas botas e voltar a ativa.
Então vamos ao filme…
Se você não leu as revistas dos Vingadores em algum momento da sua vida seria interessante assistir esses filmes, de preferência nessa ordem…
  1. Homem de Ferro (veja a cena pós créditos)
  2. Hulk. A versão com Edward Norton (a Marvel pediu pra fingirmos que a com o Eric Bana não existiu) e (veja cenas pós créditos também)
  3. Homem de Ferro 2. Ele todo é quase uma cena pós créditos, mas espera passar os créditos que tem mais.
  4. Thor. Aí a coisa começa a esquentar pro filme dos Vingadores e a cena pós créditos já é quase um prelúdio do que vem por aí.
  5. Capitão América. Esse filme já é uma ponte direta para o filme dos Vingadores e na altura do campeonato você já sabe que tem que esperar os créditos finais passarem pra ver algo mais.
Bom, agora que você já viu todos esses filmes e gastou umas dez horas da sua vida, você já pode se considerar um expert em Vingadores ou pelo menos alguém que vai entender todas as piadinhas e referências do filme, que não são poucas.
Para quem cresceu lendo essas revistas, assim como eu, o filme tem seus momentos que te deixam com cara de criança no natal, como a primeira vez que o porta aviões daS.H.I.E.L.D. levanta voo ou a primeira vez que os heróis se colocam unidos em formação finalmente.
Alguns dos grandes méritos desse filme são o 3D que está muito bom. Vi Titanic 3D há algumas semanas (coisa que fica pra outro post) e achei o 3D meio fraco. O que não acontece em Os Vingadores. Na hora de invasão alien e nos vôos do Homem de Ferroele de um show a parte.
Todos os personagens tem o seu momento,  não importa se são mais ou menos importantes, eles estão lá (o Hulk por exemplo tem sequencias melhores até do que em seus filmes solo) e seus momentos se tornam relevantes para a trama, assim como se tornam relevantes todas aquelas cenas pós créditos que vimos no final de cada um daqueles filmes acima. A sensação que temos é que a Marvel Studios sabia exatamente onde estava indo lá em 2008 quando levou para as telas o primeiro filme de seus heróis.
CUIDADO ADIANTE TEREMOS SPOILERS!!!!!
Agora para mim pessoalmente o grande tiro no pé desse filme foi exatamente o seu melhor momento. A cena pós créditos.
Como em todo filme da Marvel, eles dão um aperitivo para você sair do cinema com aquele sorrisinho na boca… aquele “Nossa, Darth Vader é realmente o pai de Luke Skywalker” e nesse filme não foi diferente: nós temos nada mais do que o vilão Thanos dando sua risadinha de canto de boca no final.
E aí vem a questão de como encaixar um vilão de grandes sagas em um filme de duas horas? Como fazer isso e ainda apresentar novos personagens, que é quase certo que aparecerão. Afinal quem já leu as histórias dosVingadores sabe que um ponto alto do grupo é a versatilidade de personagens que podem fazer parte da formação, o que significa praticamente todos os heróis daMarvel, menos aqueles cujos direitos estão presos a outros estúdios (a não ser que rolem acordos entre eles, o que seria bem legal). Então fica a dúvida de como os nossos amigos roteiristas sairão dessa.
Minha sugestão? Façam o Thanos mandar outro vilão contra a Terra e o deixe nos bastidores, com uma cena aqui e outra acolá, mostre só mais um pouquinho dele, introduza ele nas cenas pós créditos dos próximos filmes solo dos heróis e aí por fim o torne o vilão dos Vingadores 3.
Sabemos que filmes como Dr. EstranhoHomem FormigaHomem de Ferro 3Pantera Negra e Luke Cage, assim como um novo Hulk estão nos planos imediatos da Marvel, o que abre mais o leque de opções antes de os Vingadores 2.
O negócio é esperar e torcer…

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pra onde eu vou...

Pois é
Com o tempo eu vou caminhando e aprendendo que eu não sei quase de coisa nenhuma.
Essas semanas tenho reaprendido muitas coisas em vários aspectos.
Entrei para musculação (pasmem), fui a praia (peguei uma insolação), me dei ao luxo de conhecer pessoas novas e ir a lugares novos, tenho pensado muito em pessoas antigas. O caminho pode ser novo, mas ainda sou o mesmo e meio enrolado Leo.

Tenho chegado a conclusão de que as pessoas se atrapalham pelo caminho, é inevitável, eu fiz isso e muitas outras estão fazendo o mesmo o tempo todo, mas isso não as define como boas ou más. Isso as define apenas como pessoas e nós devemos manter do nosso lado aquelas que nos fazem bem e deixar partir aquelas que não fazem mais tão bem assim. Tendo a esperança de que um dia elas se encontrem e possam voltar a caminhar por alguma estrada próxima a nossa.

Algumas pessoas com quem nos importamos, simplesmente não se importam conosco ou não se importam tanto quanto gostaríamos, mas tudo o que podemos fazer é dizer paciência e não deixar isso nos magoar e nem mudar a cerne de quem nós somos.

A vida é corrida, o tempo passa rápido e se nos prendermos a detalhes dispensáveis acabamos perdendo toda a festa.

Então como "quase" diria James Bond... Viva e deixe viver ;)


domingo, 13 de novembro de 2011

Panetone Salgado

Vou tentar fazer em breve. Minha avó fazia um que era uma beleza, dava até pena de ser só um. Sempre pedia pra ela fazer um só pra mim (não, eu não era do tipo neto gordinho) mas ela nunca fez.

Estou pondo a receita aqui pra não perder ela de vista pelos confins da internet e caso algum de vocês queira se aventurar. Abraços a todos


  • Ingredientes
  • 215 g de farinha de trigo
  • 40 g de manteiga
  • 1 pitada generosa de sal
  • 1 pitada generosa de açúcar
  • 1 gema
  • 1 sachê de sazón de legumes ou sabor do sul
  • 1 colher de óleo de oliva
  • Fermento:
  • 45 g de fermento biológico fresco
  • 50 g de açúcar
  • 125 g de água morna
  • 150 g de farinha de trigo
  • Sugestão de recheio:
  • 60 g de lombo defumado em cubinhos
  • 60 g de queijo parmesão em cubinhos
  • Pimentão em cubinhos a gosto (verde, vermelho e amarelo)
  • Cebolinha
  • Salsinha
  • Orégano
  • Modo de Preparo
    1. Fermento:
    2. Amasse com as costas de uma colher o fermento com o açúcar e um pouquinho da água, até dissolver bem
    3. Acrescente aos poucos, alternadamente, a farinha e a água
    4. Cubra a vasilha com filme plástico e deixe crescer, de preferência no sol (é bem mais rápido e cresce bastante) ou em cima do forno quente
      Massa:
    1. Após o fermento crescido, derrame a farinha sobre uma mesa e faça uma coroa
    2. Ao redor coloque o sal, o açúcar e o sazón
    3. No meio coloque o ovo, o óleo, a manteiga e o fermento
    4. Misture com as mãos
    5. Sove muito bem a massa, até ficar bem lisinha
    6. Coloque em uma bacia, cubra com papel filme e deixe crescer até dobrar de volume
    7. Após crescer, misture com a massa os ingredientes do recheio e sove novamente, faça uma bola, coloque na forma para panetone de 500 g e deixe crescer mais um pouco, por exemplo, em cima do forno aquecido
    8. Após crescido, faça um pequeno corte em cruz com uma paca em cima, coloque um pedacinho de manteiga e leve para assar, em forno à 180°, por cerca de 40 minutos a 1 hora, depende do forno
      Informações Adicionais
    1. Pode rechear a gosto, com cebola, presunto etc.

Campanha Para dor De Cotovelo

Bom, é uma dessas campanhas da Garoto feitas por gente inspirada e de bom gosto. A garoto de vez em quando vem com umas pérolas, no melhor sentido da palavra. Ela é destinada para você, para mim e para qualquer ser humano que já tenha sentido a maldita dor de cotovelo de ser dispensado de um relacionamento sem nem saber ao certo como isso aconteceu.

Vi esse comercial pela primeira vez no blod de uma amiga minha, o Maionese e resolvi por aqui pra vocês também.

Aproveitem...

A sim, como a Raquel disse em seu blog, toca Snow Patrol que é sempre uma boa pedida ;)


Ativando o Corel X5

Bom meus caros, como eu andei quebrando a cabeça pra ativar o Corel X5 e finalmente achei uma forma eficaz de fazer isso, finalmente. Estou pondo aqui o tutorial para quem estiver com o mesmo problema.

Bon apetit


Bom, o rapaz que fez o vídeo sugere que baixe o programa do próprio site da Corel . Essa opção não deu muito certo pra mim, então eu apelei para o bom e velho torrent mesmo que nunca me decepciona.

Antes de ver o vídeo que ensina como fazer a instalação, baixe o programa CLARO, e o keygen. Logo depois carregue o vídeo, desconecte a sua internet e corra pro abraço.

sábado, 12 de novembro de 2011

Como você reagiria se descobrisse que Jesus é um mito?


HÓRUS 3.000 a.C.
Deus egípcio do Céu, do Sol e da Lua.
Nasceu de Isis, de forma milagrosa, sem envolvimento sexual.
Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro.
Ressuscitou um homem de nome EL-AZAR-US.
Um de seus títulos é "Krst" ou "Karast".

MITHRAS séc. I a.C.
Originalmente um deus persa, mas foi adotado pelos romanos e convertido em deus Sol.
Intermediário entre Ormuzd (Deus-Pai) e o homem.
Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro.
Nasceu de forma milagrosa, sem envolvimento sexual.
Pastores vieram adorá-lo, com presentes como ouro e incenso.
Após sua morte, ressuscitou.

BUDA séc. V a.C.
Sua missão de salvador do mundo foi profetizada quando ele ainda era um bebê.
Por volta dos 30 anos inicia sua vida espiritual.
Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal enquanto jejuava.
Caminhou sobre as águas (Anguttara Nikaya 3:60).
Ensinava por meio de parábolas, inclusive uma sobre um filho pródigo.
A partir de um pão alimentou 500 discípulos, e ainda sobrou (Jataka).
Transfigurou-se em frente aos discípulos, com luz saindo de seu corpo.
Após sua morte, ressuscitou. (apenas na tradição chinesa)

BACO / DIONÍSIO séc. II a.C.
Deus grego do vinho
Nascido da virgem Sémele (que foi fecundada por Zeus)
Quando criança, quiseram matá-lo.
Fez muitos milagres, como a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes.

HÉRCULES séc. II a.C.
Nascido da virgem Alcmena, que foi fecundada por Zeus (o Deus tarado deflorador)
Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro.
Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal.
A causadora de sua morte (sua esposa) se arrepende e se mata enforcada.
Estão presentes no momento de sua morte sua mãe e seu discípulo mais amado (Hylas).
Sua morte é acompanhada por um terremoto e um eclipse do Sol.
Após sua morte, ressuscitou, ascendendo aos céus.

KRISHNA 3.228 a.C., então, nem se fala...

Esses não são os únicos a apresentar esse espantoso "parentesco biográfico" com Jesus. Adonis (Grécia), Átis (Frígia), Balenho (Celtas), Joel (Germanos); Fo (China); Quetzocoalt (Olmecas, Maias), todos eles nasceram de forma virginal, morreram sacrificados, seu sangue "purifica" e abençoa, ressucitaram, e sua herança é o amor incondicional ao Criador de todas as coisas; amor que se manifesta amando as criaturas. Algumas destas lendas podem ter sofrido influência direta da história de Jesus, já que os cultos coexistiram com o cristianismo primitivo, mas certamente a imensa maioria surgiu antes. Há também muita lenda urbana, de pessoas acrescentando mais similaridades nos deuses antigos por conta própria, como se isso tudo já não fosse o bastante.




Calma, meus caros! Como estamos vendo a desconstrução de alguns temas, como a idéia de reencarnação - e da própria individualidade - e aprofundando nos arquétipos, é natural que questionemos também nossas crenças mais "sagradas", por mais incômodo que isso possa causar. Por isso recomendo o documentário Zeitgeist, que tem três partes, e serve pra nos revelar fatos sobre algumas histórias mal contadas (entre elas o atentado ao World Trade Center). A primeira parte é sobre a história de Jesus:






Resumo da Ópera:
O documentário faz um paralelo da mitologia contida na história de Jesus, relatada na Bíblia, com a de outros enviados de Deus, que sempre se confundem com a milenar adoração ao Sol. Mostra o significado da importância do 25 de dezembro em todas estas culturas, e faz um paralelo interessante entre astrologia e religião, mostrando as Eras Zodiacais (Touro, Áries, Peixes e Aquário) simbolizadas na Bíblia.

Um maravilhoso trabalho de pesquisa, que infelizmente culmina com um deslize imperdoável no final: a conclusão precipitada de que Jesus não existiu. Teria sido melhor se o documentário não tentasse enfiar goela abaixo uma conclusão (isso vale para os três capítulos). Ora, não se pode provar ou negar, por base em lendas de tradição oral, que uma pessoa tenha ou não existido há quase 2.000 anos. O historiador judeu Flávio Josefo chegou a escrever que existia um tal de Jesus, que teria resuscitado, e tal, mas mesmo assim não há consenso entre historiadores só porque o relato fala de Jesus. Temos também a carta de Publius Lentulus, que também não é provado ser verdadeira (nem falsa). Mas é estranhíssimo achar que Pedro, Paulo, e toda uma comunidade de primeiros apóstolos, que certamente existiram e foram judeus, tenham se reunido para conscientemente forjar do nada uma história tão contrária à expectativa e à sensibilidade religiosa da esmagadora maioria de seu povo. É bem mais sensato supor que o Mestre Jesus, revolucionário, outsider, questionador, que proferiu para o povo os mais singelos e sublimes ensinamentos, tenha de fato existido, e todo o resto possa ser história. E isso não muda em nada minha admiração por este homem.

Mais do que uma pessoa que existiu ou não, que nasceu de virgem ou não, Jesus é a sustentação psicológica, moral e emocional para boa parte do ocidente, assim como Maomé e Buda o são pra o oriente. E as religiões (queira Dawkins ou não) são o veículo pelo qual nós entramos em contato (direto ou indireto) com essas figuras (ou mitos). É como eu sempre falo: Se Jesus não existisse, deveria ter sido criado.

A importância do Mito é inegável na história da humanidade e, num nível mais pessoal, na nossa estrutura psicológica.

Até mesmo Maomé, que um povo culto como os árabes tratou de documentar da forma mais detalhada possível (até mesmo listando os parentes de quem contou algo que Maomé disse ou fez, pra que aquilo não se tornasse uma "lenda urbana"), já pertence à esfera do Mito, um lugar inacessível às pessoas comuns. Os budistas não têm o menor problema em atribuir passagens ou contos a Buda, afinal, o que importa é o ensinamento, e Buda (cujo nome terreno foi "escanteado" em favor de um titulo que serve para qualquer um que alcance a iluminação) é "apenas" a figura do professor.

O que se é, mediante uma intuição interior e o que o homem parece ser sub specie aeternitatis só pode ser expresso através de um mito. Este último é mais individual e exprime a vida mais exatamente do que faz a ciência, que trabalha com noções médias, genéricas demais para poder dar uma idéia justa da riqueza múltipla e subjetiva de uma vida individual.
(Carl Jung; Memórias, sonhos e reflexões)
O homem necessita de uma vida simbólica... Mas não temos vida simbólica. Acaso vocês dispõem de um canto em algum lugar de suas casas onde realizam ritos, como acontece na Índia? Mesmo as casas mais simples daquele país têm pelo menos um canto fechado por uma cortina no qual os membros da família podem viver a vida simbólica, podem fazer seus novos votos ou meditar. Nós não temos isso. Não temos tempo, nem lugar. Só a vida simbólica pode exprimir a necessidade do espírito - a necessidade diária do espírito, não se esqueçam! E como não dispõem disso, as pessoas jamais podem libertar-se desse moinho - dessa vida angustiante, esmagadora e banal em que as pessoas são "nada senão".
(Carl Jung; Ego e Arquétipo)

Jung chegou a conclusão de que a alma cria espontaneamente imagens de conteúdo religioso, e que por isso teria uma natureza religiosa. E que afastar-se desta natureza fundamental seria, segundo ele, a origem de inúmeras neuroses, particularmente na segunda metade da vida. Obviamente que o conceito junguiano de religião difere em muitos pontos do cristianismo tradicional, principalmente em relação a concepção de "bem" e "mal".

Lázaro Freire escreve que "quando o mito, a interface, não se adequa mais à nossa experiência e filosofia; quando as excessões à regra incomodam muito e o discernimento se faz necessário, é hora de saber abrir mão da segurança antiga, admitir não sabermos tudo em nossa crença, e adotarmos algo que explique melhor. Por exemplo, para muitos, o espiritismo cristão de Chico-FEB-Kardec. Que no fundo não é tão diferente do catolicismo assim. Entretanto, esse espiritismo também é mito, e faz o mesmo caminho do catolicismo: no começo se diz a nova revelação do próprio Deus, a que não veio destruir a Lei; depois arroga-se ser a verdade final do cosmos; depois tenta estabelecer seu caráter científico ou filosófico; mas no fim só sobrevive mesmo enquanto mais uma doutrina religiosa. O que, por definição (religião), nega tudo o que tentou ser antes (verdade final, revelação exclusiva, nova ciência, filosofia suprema).

Mitos não são mentiras, talvez sejam a grande verdade que podemos ter, num mundo relativo. Mitos são a melhor história, moral, credos e explicações TEMPORÁRIAS que conseguimos encontrar para explicar um transcendente ou estrutural que dê sentido ao mundo, e sem o qual não faria sentido viver".

A verdade de hoje é o mito de amanhã, sempre foi assim - para quem não estagnou. A própria ciência caminha nesse sentido, ao abandonar suas crenças em favor de algo que explique melhor a "realidade". Só que a ironia é que não há realidade, ao mesmo tempo em que o "onde estamos" nos parece bem "real". Tiramos as cascas da cebola da "ilusão" e percebemos que a "ilusão" não tem fim (algo que a física quântica já percebeu, em assustadora semelhança com a doutrina budista). E sabemos que a maior de todas as ilusões é achar-se dono da Verdade.

Esperamos que estejamos hoje longe da ridícula pretensão de decretar que o nosso pequeno canto seja o único a partir do qual tenhamos o direito de ter uma perspectiva
(Friedrich Nietzsche)
A coisa mais importante que Buda nos ensinou foi o desapego. Precisamos nos desapegar de nossos Mestres, ou melhor, dos mitos com os quais revestimos nossos Mestres, para que possamos ficar apenas com o conteúdo.

Mas Lázaro argumenta: "A questão é: quem se sustenta por si, sem seu mito? Há quem se confunda com a máscara que precisou usar. Tudo é muleta, e é lícito que usemos uma. Ser usado por ela é que é outra coisa. O que insisto é: todas as camadas JÁ são o vazio, mas Deus está em todas elas. E se tudo é real para você e ao mesmo tempo ilusão, o que realmente importa é viver bem independente do mito ou credo do qual temporariamente necessite para explicar e realizar Deus. Não tenho nada contra os mitos espíritas, hinduistas, esotéricos, psicanaliticos ou greco-romanos. Desde que o usemos, conscientes, e não eles a nós. Afinal, o mito não é Deus, mas Ele está nos nossos mitos também. E sempre foi, arquetipicamente, assim".

Vocatus atque non vocatus, Deus aderit
(Frase do Oráculo de Delphos, que diz "Evocado ou não, Deus está presente")
Então, antes de querer "tirar" o Mito de alguém, como quem rouba pirulito da boca de uma criança, pense no poder estruturador do mito para aquela consciência, comunidade ou sociedade. E pense em qual Mito sua consciência está estruturada antes de apontar o dedo acusador para denegrir o Mito dos outros.