domingo, 6 de novembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Vergonha
Este enunciado é de autoria de RUY BARBOSA em 1914:
"A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.
A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade"

quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Pois é...

Vicente era dono de um bar.
Era amigo nosso, era amigo de todo mundo.
Sua profissão era quase ser amigo de todo mundo.
Era careca, barbudo, cabeludo e magricela.
Era festeiro, as vezes boca suja, sempre guerreiro.
Passou os últimos anos servindo mesas, cantando e dando alegria.
Hoje o Vicente morreu e eu fico pensando no tempo.
Hoje o tempo amanheceu nublado, meio choroso, meio chuvoso.
O tempo vai passando e vamos nos tornando nossos pais.
Um dia você acorda e o Vicente morreu.
Um dia você acorda e a bunker vira Lojas Americanas.
Um dia você acorda o Balroom virou um prédio de apartamentos.
Os seus amigos ficam velhos e alguns ao partindo.
Um dia nossos pais acordaram e o Vinicius estava morto.
O John Lennon não saiu mais daquele quarto de hotel.
A Elis estava atrás da porta.
Por sinal foi ela que levantou a bola.
Como os nossos pais...
Hoje as 15:00 horas ele vai ser enterrado e nós nos perguntamos o que temos feito.
Como cultivamos nossos amigos.
Como decidimos quais são as nossas prioridades.
Trabalhar é importante.
Estudar nem se fala.
Ir pra um bar beber com os amigos é supérfluo.
Mas você entra num bar, é servido por um Vicente e vive momentos únicos com seus amigos.
Um brinde ao Vicente.
Que esteja onde estiver seja open bar.
E que ele mantenha as portas abertas por muitos e muitos anos até que eu e todos os meus amigos tenhamos aproveitado toda a festa do lado de cá e possamos ir pra saideira com ele do lado de lá.
Vai com Deus.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Diário, meu caro diário

Querido diário, estamos de volta.
O que fizemos nesse período de ausência?
Bom... muuuitas coisas.
Lutamos com o submundo da espécie humana, algo muito parecido com Scott Piligrim , com direito a ex namorados psicóticos da namorada, agregados da família querendo declarar guerra a minha pessoa e aos meus costumes pouco convencionais e desavenças com colegas de trabalho, o que no meu ramo pode ter causas piores que a morte.
A sim, antes que eu me esqueça, também atravessei um complexo de EU ESTOU CERTO que complicou muito as coisas, mas que história estaria completa sem um vilão? E se você tem que escolher um vilão para sua história por que não você mesmo? Afinal de contas não se pode confiar um papel tão importante a qualquer um né?
Agora vocês devem pensar que já que estou aqui é pq consegui todas as respostas e emergi do lago da confusão pronto para mais um dia de Sol, certo? Errado, agora vejo a confusão, mas ainda estou longe de sair dela, sinceramente não sei se quero sair um dia. Acho que seria uma pessoa muito desinteressante se sair, se resolver todos os meus problemas, se não tiver mais conflitos. Quem sabe até um dia eu não escrevo um livro sobre isso?
Nesse exato momento estou tentando recuperar fragmentos da minha vida regressa, retornar aqui foi um esforço extra, acho que é uma das partes de minha pessoa que andei deixando pelo caminho.
A uns dois anos atrás a senhora minha avó morreu e eu acabei me perdendo numa espécie de jornada em ser o tipo de homem que uma porção de gente morta, não apenas ela, teria orgulho que eu fosse. Resultado... virei um babaca que só pensa em responsabilidades, briga com a família e afasta os amigos.
Nesse exato momento estou estudando formas de voltar a ser o que era antes, tem gente que diz que isso é impossível, mas eu prefiro tentar isso a aceitar a pessoa que eu me tornei, fui ver um médico hoje pq o meu corpo começou a reagir severamente e esse tipo de comportamento e pessoalmente achei o médico mais estranho do que eu, mas a coisa ta feia, então ou eu tomo jeito ou a vaca vai pro brejo de vez.
Pois é, as lendas são verdadeiras, mal humor realmente mata.
Voltarei em breve, preciso voltar, escrever aqui é preciso, as vezes descobre-se que sente falta de um antigo amigo apenas no momento em que o reencontra e isso acabou de acontecer agora.
Beijos e abraços a quem quer que venha me ler.
terça-feira, 10 de maio de 2011
E foste...
Tão breve estiveste comigo
Tão só o mundo ficou
Sem ti não tenho mais terra natal
Não tenho mais porto
Não tenho mais feliz reencontro
Alegre regressar
Ponto almejado
És tudo uma caminhada sem fim
Em busca, sabe-se lá do quê
Olhos baixos
Passos ritmados por uma marcha de monotonia
Uma esperança leve e fugaz do que possa surgir na próxima esquina
Um olhar de morena mulher que me lembre o seu
Um riso destabocado de criança, como aquele que nunca mais será
Nunca mais será
Nunca mais terá a chance de ser
Nunca mais será nada além da remota chance de existir
Tantos futuros
Sorrisos
Fins de tarde em praias ao por do Sol
Manhãs chuvosas preguiçosasTodos abortados
Todos natimortos
Eu
Me torno animal sozinho
Uma pedra no oceano
Um rei a ministrar um deserto
Um eco a correr por cômodos vazios
Poderia ter sido heroico
Mas não há mais o que salvar
Poeria ter corrido
Até o ar me faltar
As penar ficarem insensíveis
E os pulmões arderem
Mas onde chegar?
Para onde ir?
Você nunca mais estará lá
Nunca mais a minha espera
Nunca mais será meu lar
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Porra seu Noel... e eu?
Hitler

uma situação nada confortável. O jovem monarca Eduardo VIII havia
abdicado do trono por amor à americana divorciada Wallis Simpson. Em
seu lugar, deveria assumir seu irmão, o inseguro e com problemas de fala
Duque de York. Transformar o rapaz considerado inadequado para o trono...
Michaelis Dicionário de Termos Médicos

Livro - Michaelis Dicionário de Termos MédicosEditora - MelhoramentosEsta obra é referência indispensável para médicos residentes, enfermeiras, profissionais da área e estudantes. Com mais de 16.000 termos usados na área médica internacional, o dicionário abrange temas como cirurgia, clínica geral, hospitais, clínicas, enfermagem, farmácia, odontologia e várias outras especialidades.O motivo é simples. Eu preciso dele pra trabalhar ;)
A Fúria dos Reis: As Crônicas do Gelo e do Fogo: Livro 2
- Editora: Leya

- Autor: GEORGE R.R. MARTIN
- ISBN: 9788580440270
- Origem: Nacional
- Ano: 2011
- Edição: 1
- Número de páginas: 656
- Acabamento: Brochura
- Formato: Médio
domingo, 7 de março de 2010
Criação

terça-feira, 2 de março de 2010
Continuação...
E caminho noites a fio por essa terra
domingo, 15 de novembro de 2009
A uma amiga
Espero que ela goste. Ando meio enferrujado nesse tipo de coisa e nem na minha melhor forma fui lá essas coisas...
Então tudo que posso fazer é brinda-los com minha inaptidão
Leve em seu corpo magro, forte e feminino
Pagava tributos aos caprichos de seu coração
Tinha os olhos vivos de quem já chorou rios por amores perdidos
Por abraços partidos
Por corações que para longe já haviam ido
O sorriso de quem esconde segredos
Ou algum mistério insondável
De alguma criança que acabara de cometer uma arte
E procura se redimir antes que a descubram
Tinha gestos impetuosos, audazes e apaixonados
Mas a alma calma que ainda lamentava a perda do amigo violão
Que aguardava num canto do quarto
Com o cavalete partido
A chance de ser consertado e voltar a consola-la
Carregava uma pena presa a orelha
Não como as índias o fazem
Mas como as moças que caminham no fim da tarde na praia
Descalças, com os pés na areia branca
Com vestidos e cabelos cor de trigo a esvoaçarem no vento que acompanha o por do Sol
Carrega a promessa dos anos que ainda estão por vir
E embora o passado ainda more em seus olhos
O futura costuma brincar em seu sorriso...
Central do Brasil
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Presentes de Aniversário

sábado, 24 de outubro de 2009
Dani & Dani

sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Os 5 Lugares Que Eu Quero Visitar Antes de Morrer
Essa cidade foi fundada pela minha familia a alguns séculos atrás. Na verdade depois de anos que saimos da Bretanha Menor a caminho da França, nós podemos voltar e hoje ela é um vilarejo francês em plena Bretanha.
Só por que eu sempre achei a idéia da Escócia existir e estar lá uma das coisas mais legais do mundo. A história daquele pessoal, as tradições e esses castelos que as vezes surgem do nada no meio de campos esquecidos.sábado, 28 de março de 2009
Vida
Já perdoei erros quase imperdoáveis,tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" pra ser insignificante.
quarta-feira, 18 de março de 2009
De Partida

terça-feira, 17 de março de 2009
Parem os relógios...

Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
"Ele está morto"
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.
Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."
Arnaldo Jabor




